Nepal: uma jornada através do tempo


Caroline Maya Gramaglio acompanhada de representantes internacionais da Sita e o Neeraj Bhatt, Senior Vice Presidente da empresa, diante da Boudhanath Stupa em Kathmandu

Em agosto estive no Nepal a convite da Sita, cliente DUO Network, para um FAM trip organizado para representantes internacionais da empresa, após 2 dias de Conferências de Vendas no hotel Taj em Nova Deli. Clique aqui e acompanhe um resumo da conferência! Tivemos que alterar o destino de nossa viagem, que seria Kerala, naquele momento sofrendo muito com as inundações. Mas, o Nepal foi um gratíssimo e marcante presente! Bairros de variados estilos arquitetônicos, um povo cordial com tradições curiosíssimas; algumas cidades completamente paradas no tempo. Um país em franca restauração após o terremoto de 2015. Acompanhe aqui meu relato dessa incrível jornada.



Destaques de fé, tradições e história


Boudhanath estupa: é um símbolo do budismo tibetano. A imensa estupa é decorada com bandeiras coloridas e orações que dão um encanto ainda mais especial a curiosa estrutura onde tudo tem um significado. Em sua base, há diversas roletas, cravejadas de orações. Caminhar no sentido horário, movimentando as roletas, é dar vida às preces. Também, visitamos o templo hindu Pashupatinath, um dos mais icônicos do país, todos na mesma praça.


Em Kathmandu fomos a Swayambhunath estupa - estupa budista, na periferia da cidade, rodeada por macacos. Essa estupa branca e central, tem em seu topo, um pináculo de ouro que representa os olhos de Buda, olhando nas quatro direções. Swayambhunath é inspiradora e cercada por templos lindamente esculpidos, estátuas de divindades, bandeiras coloridas e rodas de oração budistas.


Um macaco fotografado antes de um salto, na estupa de Swayambhunath, na periferia de Kathmandu

Próximo a essa estupa subi até a Durbar Square. A praça está localizada em frente ao antigo Palácio Real e é um dos três Quadrados Durbar (Palácios Reais) localizados no Vale de Kathmandu, todos Patrimônios Mundiais da UNESCO.


Diante da Estupa de Swayambhunath na Durbar Square


Depois, saí da praça para um passeio de riquixá ou tuk-tuk até a vibrante Thamel, com suas lojas, música e artesanatos.


Em Patan Durbar Square, patrimônio da Unesco, o tempo passa devagar. A praça do século XVII tem um Palácio Real com três pátios internos: Sundari Chowk, Mul Chowk Mani Keshav Narayan Chowk, Malla. Em torno deles há templos icônicos, como o Krishna e o Templo de Kumbheshwar Patan.


Depois fui até a Aldeia Panauti, uma das cidades mais antigas do Vale de Kathmandu, há 35 quilômetros da capital. Todas as construções, templos e satais (abrigos da comunidade), feitos de terracota, não sofreram dano algum durante o terremoto de 2015.



Aldeia Panauti parada no tempo....

Fiz uma trilha até Namobuddha, um vale conectado ao budismo tibetano, um dos locais de peregrinação mais importantes de Kathmandu. Está associado a um dos Contos de Jataka, que narra a vida passada de Buda. A caminhada de 3 horas pelos campos, plantações e pequenas aldeias foi desafiadora, porém, recompensadora com uma nova perspectiva da parte rural do Nepal.



Cerimônia de cremação no Ganges

Cerimônia de cremação diante do Templo Pashupatinath, no rio Ganges (todos os rio que cortam o Nepal pertencem a bacia do Ganges)

O rio Ganges corta o país por seus afluentes. O templo de Pashupatinath é um dos templos hindus mais significativos do Nepal. Está nas margens de um dos afluentes do Ganges onde, tal como em Varanasi, se pode ver as diversas cerimônias de cremação.


Outra forma de encarar a morte

Cerimônia em Bhaktapur

Ao caminhar pelas cidades e praças tivemos a oportunidade de presenciar diversas cerimônias. Uma das que mais me chamou a atenção foi uma espécie de dança sincronizada que presenciamos na antiga Bhaktapur, uma das cidades imperiais do Nepal. Adolescentes com a foto da “alma viajante” pendurada no pescoço, marchavam com pedaços de pau, pulando e batendo um bastão no outro, entoando um grito. Uma forma de amenizar a dor da família diante do ocorrido e uma espécie de festa para o homenageado.



Kumari: visitando o Deus vivo

A monarquia no Nepal terminou em 2008, 7 anos após o trágico assassinato de praticamente toda a família real. As investigações e evidências apontam que em uma noite de bebedeira, o príncipe brigou com seu pai e matou a todos presentes no jantar; depois, atirou na própria cabeça, ficando em coma e morrendo dois dias depois.


Algumas antigas tradições monárquicas, porém, permanecem vivas como a das Kumaris - meninas da etnia Shakya, consideradas a reencarnação do Deus Durga, um Deus hindu-budista. Há concomitantemente 3 Kumaris no Nepal, uma para cada cidade imperial. Cada menina começa a ser Kumari com 3 anos. Seus pés não podem tocar o chão quando fora do templo, e é permitido que deixem a casa-templo onde vivem poucas vezes ao ano para participar de festividades. Costumam ser criadas pelos sacerdotes, porém é permitido aos pais visitar essas meninas. Seus pais também devem respeito ao Deus que habita em seu corpo. Antes da puberdade, as meninas retornam ao convívio familiar, perdendo seu status divino, e dão lugar a outra, "kumari", que significa virgem em nepalês.


Durante a viagem, vi duas das Kumaris. Tivemos a oportunidade, inclusive, de sabatinar o pai de uma das meninas.


Kumari de Patan a qual visitamos e recebemos a benção. As Kumaris não podem rir quando na presença de fiéis no templo, pois se acredita que traz mau agouro



Comida nepalesa: um capítulo à parte!


Após a caminhada de 3 horas pelos campos em Namobuddha, chegamos no Mosteiro Tharngu Tashi Yangtsey. Lá, tivemos a honra de almoçar com os monges em um grande refeitório coletivo. Dois deles, passavam com grandes panelões servindo a todos. Comida simples, arroz, verduras, batatas cozidas e carne; pimenta à parte, e banana de sobremesa. Uma experiência que guardarei para sempre!


Vista recompensadora desde o mosteiro antes do almoço e depois da caminhada

Restaurante Dwarika


Em Kathmandu passamos 2 noites no Hotel Dwarika. Esse hotel boutique é um hotel "patrimônio", belíssimo com um alto nível de serviço. A sensação é de se estar hospedado em um templo. Tudo remete ao Nepal: pátios internos, imagens de buda, um charme único! Também, tivemos a oportunidade de jantar naquele que é reconhecido como o melhor restaurante estilo nepalês do país, o Krishnarpan. Comemos sentados no chão, com as mãos, tal qual os nepaleses. Tudo uma delícia!


Na foto, os 10 representantes internacionais da Sita, participantes do FAM, com a proprietária do hotel, prestes a comer os famosos "momos" - prato mais típico nepalês (trouxinhas de massa finíssima, levemente cozidas e com recheios variados, inclusive vegetarianos)

Dwarika: um luxo autêntico


O Dwarik’s Resort Dhulikhel é um retiro, com acomodações estilo lodge. A propriedade está em Dhulikhel há 35 minutos de Kathmandu. A filosofia do hotel é holística, inspirada em antigas tradições e na filosofia do Himalaia, que se preocupa com a natureza e seu equilíbrio. Situado em um magnífico ambiente super preservado e de vegetação exuberante, o refúgio é um lugar para contemplar, aprender e explorar a conexão entre mente, corpo a natureza.


O hotel oferece diversos tratamentos e atividades como spa, aulas de meditação, consulta com médico ayurveda, aula de cerâmica, yoga e artes. Tem uma linda piscina de borda infinita e acomodações super amplas com vista para as montanhas.


Vista do quarto que fiquei hospedada, com deck e vista para o Himalaia! Um luxo rústico!



Nepal, um país em reconstrução


Em 2015, o Nepal foi atingido por um terremoto de grandes proporções que ceifou cerca de 7 mil vidas. Algumas praças estão mais destruídas que outras e alguns lugares completamente intactos. Um momento bem marcante dessa parte da viagem foi ver vários voluntários, jovens europeus estudantes de arte e arquitetura, trabalhando na reconstrução e restauração dos edifícios e monumentos que foram afetados.


Clique de uma voluntária europeia trabalhando no processo de restauração


A Sita tem um canal no Vimeo, com mais de 400 vídeos. Veja aqui e acompanhe mais detalhes desse processo de reconstrução.



Escritório da Sita no Nepal


Tive a oportunidade de visitar o escritório da Sita no Nepal. Um dos 20 escritórios próprios da empresa nos 4 países que tem operação: Índia, Sri Lanka, Butão e Nepal. A Sita tem o maior escritório no país, dentre os DMCs concorrentes, uma equipe super preparada com excelentes guias próprios.


Participantes do FAM com o pessoal da Sita no escritório da empresa em Kathmandu

O Nepal é um país encantador cheio de tradições. Sua história, natureza e monumentos são ricos em detalhes, história e transbordam beleza. Um povo pacífico que se orgulha de suas tradições e cultura. Um país que vale a pena (e muito) conhecer!




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